sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ser



É nestes momentos comigo que compreendo a unidade do Universo. O amor é a única coisa que existe e que verdadeiramente importa. E todos estamos ligados por laços invisíveis que nos devolvem quem somos.

As ofensas alheias, as feridas, as dores, tudo faz parte deste mundo de ilusão. Pois na essência todos somos seres infinitos, maravilhosos, mágicos. No caminho, porém, esquecemo-nos. Que importa que nos insultem, se somos seguros do nosso próprio ser? Porque precisamos que nos digam o que queremos ouvir? Para confirmar a imagem que temos de nós? Ao sermos, simplesmente, não precisamos que outrem nos afirme, pois compreendemos que o universo inteiro reside cá dentro. Somos, apenas porque somos.

É hora de recordarmos e de regressar à felicidade absoluta de onde provimos, para onde impreterivelmente caminhamos. O amor cura todas as feridas. Lava-as como água pura de uma nascente. Reconcilia. Traz a paz.

O grande segredo é colocar amor em tudo o que se faz, nas grandes coisas, nas pequenas, dá-lo a todas as pessoas. É no dar que se recebe. Porque todos somos folhas de uma mesma árvore. Todos somos um. Individualizados, nesta unidade.

O meu agradecimento sincero a todos vós e a Deus, que é tudo, e todos ;)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Eros e Psique

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,

À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.



Lindo!... Uma misteriosa verdade :)